Receber uma autuação fiscal assusta. Chega um documento cheio de termos técnicos, valores altos e prazos curtos, e a primeira reação costuma ser uma de duas: pagar correndo para se livrar do problema ou jogar o papel na gaveta esperando que ele suma. As duas atitudes podem custar caro. Existe um caminho do meio, técnico e organizado, que protege a empresa e, muitas vezes, reduz ou afasta a cobrança.
O auto de infração é o documento pelo qual o Fisco formaliza uma cobrança que entende devida, geralmente acompanhada de multa e juros. Ele não é uma sentença definitiva. É o início de um processo no qual a empresa tem o direito de se defender, apresentar provas e questionar tanto o valor quanto o próprio fundamento da autuação.
O que fazer nos primeiros dias
A contagem do prazo começa na data em que a empresa é oficialmente notificada, e esse é o ponto mais sensível. Perder o prazo de defesa significa abrir mão da chance de discutir a cobrança na esfera administrativa, o que costuma encarecer e dificultar a solução. Por isso, o primeiro passo é registrar a data de recebimento e levar o auto a um advogado tributarista imediatamente, antes de tomar qualquer decisão.
- Guarde o auto de infração completo, com todos os anexos e a comprovação da data de recebimento.
- Não assine confissões nem faça pagamentos por impulso antes da análise técnica.
- Reúna a documentação contábil e fiscal do período questionado.
- Verifique se a cobrança tem fundamento real ou se houve erro de cálculo, de base ou de interpretação da lei.
Reagir no impulso
Pagar na hora sem conferir o cálculo, ou ignorar a notificação e deixar o prazo correr. Nos dois casos, a empresa perde o direito de discutir e pode validar uma cobrança indevida.
Analisar antes de decidir
Conferir a base legal, identificar erros e apresentar defesa (impugnação) dentro do prazo. Só depois disso se decide entre discutir, parcelar ou pagar com desconto.
O processo administrativo fiscal no âmbito federal é regido pelo Decreto nº 70.235/1972. É nesse rito que a empresa apresenta a impugnação, leva suas provas e pode chegar até instâncias de julgamento como o CARF. Cada cobrança (federal, estadual ou municipal) segue regras próprias de prazo e procedimento, e é justamente por isso que a análise individualizada faz diferença.
Nem toda autuação se resolve pagando. Muitas trazem erro de base de cálculo, enquadramento equivocado ou multa em percentual indevido. A defesa bem fundamentada pode reduzir o valor ou afastar a cobrança, mas só funciona se for apresentada dentro do prazo.
No escritório Fernandes Ferreira Advogados, atuamos desde a análise do auto de infração até a defesa administrativa e, quando necessário, a discussão judicial. O objetivo é simples: garantir que a empresa pague apenas o que realmente deve, com segurança e sem improviso.
Precisa de ajuda com isso no seu negócio?
O escritório atua de forma preventiva e estratégica. Fale com a gente e entenda como aplicar ao seu caso.
Falar no WhatsAppConteúdo de caráter informativo. Não constitui parecer ou consultoria jurídica, que dependem da análise do caso concreto. Em conformidade com as normas da OAB sobre publicidade na advocacia.
