O mercado de estética cresceu rápido, e a regulação correu atrás. O resultado é um cenário onde muita clínica oferece, lado a lado, serviços que a lei trata de formas completamente diferentes. Uma limpeza de pele e uma aplicação injetável podem estar na mesma sala, mas não estão no mesmo mundo jurídico.
A pergunta certa não é "o que eu ofereço", e sim "o que eu ofereço atravessa a pele ou age além dela?". É aí que a linha aparece.
Procedimento estético
Atua na superfície, sem invadir o corpo nem alterar funções do organismo. Tende a exigir menos da estrutura e da habilitação profissional.
Procedimento de saúde
Invade a pele, injeta substâncias ou age sobre o organismo. Passa a exigir profissional de saúde habilitado e muda a natureza do negócio.
Quando a clínica cruza para o segundo grupo, quase tudo muda de uma vez.
O que muda no momento em que você cruza a linha
O procedimento passa a exigir um profissional de saúde habilitado para aquele ato, não basta ser esteticista.
A clínica pode precisar de um responsável técnico da área da saúde para responder pelo serviço.
O nível de exigência sanitária sobe, e a fiscalização passa a olhar a clínica como estabelecimento de saúde.
Em caso de dano ao cliente, a responsabilidade muda de figura, e o risco de quem executou sem habilitação dispara.
O risco maior não é só a multa da vigilância. É a responsabilização por exercício irregular quando alguém faz um procedimento que o seu conselho não autoriza. Esse é o erro que fecha clínica.
Como crescer sem cair nessa armadilha
Ampliar o cardápio de serviços é ótimo para o negócio, desde que cada novo procedimento entre acompanhado da estrutura e da habilitação que ele exige. O segredo é simples: antes de oferecer, checar de que lado da linha aquilo está. Feito na ordem certa, o crescimento vem sem expor a clínica.
Vai ampliar os serviços da sua clínica?
Avaliamos cada procedimento e mostramos o que ele exige antes de você oferecer, sem travar o seu crescimento.
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